Pratique essa ideia! Para que o sistema de pescar e soltar funcione e traga benefícios é importante fazer essa devolução de modo correto, de tal forma que o peixe possa sobreviver e continuar e se desenvolver. Nesta página ensinamos os prodedimentos com dicas importantes.
Desde o início da humanidade, a pesca vem sendo praticada como uma atividade de subsistência do homem. O instinto de sobrevivência fez com que o ser humano buscasse na natureza alimentos saudáveis e fartos, e por meio da pesca também encontrou o que necessitava.
Métodos e técnicas foram desenvolvidos com o intuito de entender cada vez mais o comportamento dos peixes e facilitar sua captura. Com o passar dos anos, o ser humano foi modificando o seu modo de vida e a sua relação com o meio ambiente.
Com essas mudanças, a pesca assumiu valores diferentes e passou a representar, além de um meio de subsistência, uma importante alternativa de lazer. Daí a ser considerada um esporte e um segmento econômico foi só uma questão de tempo.
PESQUE E SOLTE
Como o próprio nome diz, é o ato de pescar o peixe, admirá-lo, fotografá-lo e devolvê-lo à água em perfeitas condições de sobrevivência. É fundamental entender que na pesca esportiva o maior atrativo do turista pescador é o peixe, de preferência em quantidade e de bom tamanho. A atitude de devolver o peixe com vida à água, independentemente de estar dentro ou não das medidas estabelecidas pela legislação, deve ser praticada por todas as pessoas que dependem da manutenção da pesca esportiva, como garantia de lazer ou emprego.
Um dos papéis mais importantes do guia de pesca, até como garantia de sobrevivência do seu emprego, é manter e conservar seu ambiente de trabalho, ou seja, o meio ambiente. Não há hotel pesqueiro nem emprego que sobrevive sem que o meio ambiente esteja em condições adequadas para o desenvolvimento das várias espécies de peixes. Dando o tempo necessário para que um peixe cresça e atinja tamanho para atrair o turista, a sua soltura é uma das bases fundamentais para que a pesca esportiva cresça e se estabeleça de forma sólida e duradoura.
Mesmo havendo muitos outros fatores que afetam e impactam os cardumes, como retirada da mata ciliar, garimpo, poluição, etc, já é um bom começo, se cada um der a sua cota da contribuição para o desenvolvimento do setor. Deve-se ter prazer ao devolver um peixe à água para que ele possa, novamente, ser pescado e dar ao turista uma grande alegria ao praticar esse esporte.
Na Argentina, nas regiões de pesca de truta, o processo de soltar o peixe já está bem incorporado por todos e os estudos locais mostram que um peixe chega a ser pego até nove vezes por temporada, gerando muito mais recursos ao setor do que se fosse morto quando pescado pela primeira vez. Algumas experiências no Brasil realizadas em regiões estabelecidas como reserva ecológica de pesca esportiva, onde o turista pode pescar e comer o que quiser no local, mas não pode levar nenhum exemplar, estão sendo muito bem-sucedidas e estão atraindo cada vez mais pescadores preocupados com a manutenção do seu esporte preferido.
Mas, para que o sistema de pescar e soltar funcione e traga benefícios é importante fazer essa devolução de modo correto, de tal forma que o peixe possa sobreviver e continuar e se desenvolver.
REGRAS IMPORTANTES PARA GARANTIR A SOLTURA
EQUIPAMENTOS
A utilização de equipamentos adequados ao tamanho do peixe e ao ambiente é essencial. O uso de linhas excessivamente finas pode prolongar o tempo da captura, comprometendo a resistência do animal.
ANZOL
Optar por anzóis sem farpa minimiza os danos ao peixe, sobretudo durante a remoção. A percepção de que a ausência da farpa favorece a fuga não corresponde à realidade, mesmo para espécies saltadoras, desde que o pescador mantenha a tensão na linha. Ademais, em caso de acidentes, a retirada do anzol torna-se mais simples e menos dolorosa. Na pesca oceânica, recomenda-se cortar a linha para liberar o peixe, utilizando anzóis de material de rápida corrosão para favorecer seu desprendimento natural. Não se deve cortar a linha próxima ao anzol; recomenda-se, no mínimo, 50 cm para garantir flexibilidade e evitar perfurações internas caso o peixe venha a engolir o anzol.
PASSAGUÁ / ALICATE / BICHEIRO
O ideal é manusear o peixe somente com as mãos molhadas, evitando o uso de equipamentos sempre que possível. Quando necessário, é importante conhecer as vantagens e desvantagens dos métodos tradicionais.
PASSAGUÁ
Oferece praticidade e segurança ao pescador, porém o contato da rede remove mucosas e escamas, tornando o peixe suscetível a infecções.
ALICATE DE CONTENÇÃO
Facilita o domínio sobre o peixe ao prender apenas pela boca, mas pode causar lesões nos tecidos bucais ou nas guelras, dependendo da espécie.
BICHEIRO
Quando utilizado corretamente, causa poucas marcas, sendo introduzido da boca para fora e perfurando apenas a pele atrás da mandíbula. O uso inadequado pode gerar ferimentos mais graves.
TEMPO FORA D'ÁGUA
Reduzir ao máximo o tempo de exposição do peixe fora da água aumenta sua taxa de sobrevivência após a soltura. Espécies de escama apresentam menor resistência em relação às de couro, e peixes de ambientes oxigenados suportam menos tempo fora d’água.
QUEDA DO PEIXE
Evitar quedas é fundamental, pois impactos contra embarcações ou pedras podem resultar na morte do animal.
GUELRA (BRÂNQUIAS)
Jamais se deve tocar nas guelras dos peixes, devido ao alto risco de infecção causado pela vascularização intensa dessa região.
MÃOS
O manuseio deve ser feito preferencialmente com as mãos molhadas, evitando contato direto com a superfície do corpo do peixe para preservar sua mucosa protetora, essencial para defesa contra infecções e para sua hidrodinâmica.
SOLTURA
A soltura deve ser realizada com cuidado. É contraindicado lançar o peixe diretamente na água. O correto é apoiá-lo sob o corpo até que recupere vigor suficiente para nadar autonomamente, ampliando suas chances de sobrevivência frente a predadores.
LOCAL
Sempre que possível, realize a soltura no local da captura, especialmente para espécies residentes. Em águas rápidas, prefira áreas de remanso para facilitar a recuperação do peixe.
POSIÇÃO
Durante o manejo fora da água, mantenha o peixe na horizontal, evitando danos aos órgãos internos que podem ocorrer ao segurá-lo apenas pela boca ou cauda.
Por fim, ainda que alguns exemplares não sobrevivam, a prática da soltura é vantajosa. Do total capturado, uma parcela significativa pode retornar ao ambiente e contribuir para a reprodução da espécie, assegurando a sustentabilidade da pesca esportiva.
Devolver o peixe à água fortalece a preservação das populações naturais e garante a continuidade responsável da atividade.
Fonte: PNDPA (Programa Nacional Desenvolvimento da Pesca Amadora)
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